Segunda-feira, 21 de Março de 2011

capitulo 2 ♥

 

já se tinham passado três dias desde que a kathe acabou comigo, e por mais que me esforce não a consigo libertar do meu pensamento.

a jen não  parava de me chatear, o bill tentava-me animar, mas não surtia efeito, a katherine olhava-me com ar de desprezo, e eu sem saber o que fazer.

estavamos na aula de filosofia quando recebi um papel dobrado em quatro onde estava escrito o meu nome em letra grande. abri-o e li-o.

 

‘estou farta disto. antes de a kathe saber de nós tu adoravas-me e estávamos quase sempre juntos. agora não. agora parece que me odeias, passas por mim e olhas-me como se me quisesses matar. achas que a culpa é só minha? não, não é, tom. cai na realidade. ela não é rapariga para ti, mereces melhor que ela. acredita em mim, neste momento sou uma das únicas pessoas que quer o teu bem. espero que penses no que te estou a disser, fico á espera. jen.’


já presumia que o bilhete fosse dela. virei-me para trás e ela olhava-me fixamente. não sabia o que dizer, logo decidi não responder.

mal tinha me apercebido e já tinha dado o toque de saída. levantei-me, mas antes de ir para casa tinha que tratar de um assunto. dirigi-me para a porta da sala, onde a jen estava com umas amigas. fiquei parado a frente dela, sem saber como começar a conversa.

jen: sim, tom, queres alguma coisa ?

eu: quero. podemos falar ?

jen: claro. – deu o maior sorriso e afastou-se das amigas, e eu seguia. – diz.

eu: olha … - comecei – desculpa. sei que fui parvo contigo mas tens que perceber que esta não é a melhor situação para mim.

jen: e eu nunca disse que não compreendia, mas a maneira como tens agido comigo, parece que a culpa de tudo o que aconteceu foi minha.

eu: mas não foi…

jen: eu nunca te obriguei a nada, tu fazias o que fazias porque querias.

uma das amigas da jen chamou-a e ela olhou para trás.

jen: olha, tenho que ir. podemos acabar esta conversa mais tarde?

eu: por mim, sim. – sorri

jen: optimo, vá, beijinhos… - saiu

 

depois do almoço recebi uma mensagem da jen para ir ter com ela ao café perta da minha casa, onde costumo estar com a malta. hesitei um bocado ao aceitar a proposta, porque a kathe também frequenta o tal café e sei que se sentiria mal por me ver com a jen. acabei por ir, afinal tenho que me divertir, tenho que espairecer, conhecer outras pessoas. ser eu mesmo, o tom antigo. aquele que estava em todas as festas, sempre com uma rapariga diferente.

 

quando entrei no café vi a jen sentada numa mesa, aproximei-me.

eu: olá. – sentei-me

jen: olá

eu: já pedis-te alguma coisa?

jen: não, estava à tua espera. – chamou o empregado – que vais querer?

o empregado aproxima-se.

eu: uma cerveja.

jen: ok. – vira-se para o empregado – são duas cervejas.

ele anotou o nosso pedido, e afastou-se.

estivemos ambos calados, a olhar para o nada, á espera que um de nós metesse conversa, mas nenhum tomava a iniciativa.

jen: não sei se devo perguntar – começa ela– mas como estão as coisas com a kathe?

o meu olhar concentra-se no vazio. fico calado a pensar no que responder, não queria prolongar aquele assunto. dou um gole na minha cerveja e aclaro a garganta.

eu: podemos falar de outra coisa para além dela? – digo, finalmente

 

a partir daí os temas de conversa não faltavam. falamos de muita coisa, mas não voltamos a tocar no assunto ‘kathe’. acho que nessa tarde

falamos sobre mais coisas do que em toda a nossa relação/curte.

 

já eram quase seis horas, quando ela propôs irmos dar uma volta.

eu: claro. – levantei-me – vou pagar.

jen: não. eu convidei, eu pago. – levantou-se também

eu: veremos – dirigi-me até ao balcão, pedi a conta e tirei do bolso o dinheiro e dei ao empregado – e agora quem é que paga, quem é?

jen: para a próxima pago eu – sorri

saímos do café.

jen: então, vamos de carro? – perguntou, apontando para o meu que estava estacionado

eu: tens alguma ideia para onde vamos?

jen: não. vamos dar uma volta por ai a pé.

eu: ok. – sorri

começamos, então, a nossa caminhada. peguei no meu maço de tabaco e tirei um cigarro.

eu: queres? – perguntei

jen: pode ser. – tirou um cigarro do maço que lhe esticara

aquelas horas já era de noite, estava tudo escuro, apenas os candeeiros de rua nos iluminava o caminho.

 

publicado por daniela às 23:03
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